Este website utiliza cookies que facilitam a navegação, o registo e a recolha de dados estatísticos.
A informação armazenada nos cookies é utilizada exclusivamente pelo nosso websiteAo navegar com os cookies ativos consente a sua utiliza

Covid 19 / Transplante Hepático

Caros colegas

Espero que todos estejam bem nesta fase difícil que o mundo atravessa.

Cumpre-me informar que, na sequência de "Circular Normativa Conjunta n.º 1/DGS/IPST, I.P./INSA, I.P." emanada no dia 11 de Março de 2020, referente ao Plano de Contingência para sustentabilidade e segurança na Transplantação de Órgãos, Tecidos e Células durante o surto de COVID-19", chegados em Portugal à Fase de Mitigação está interrompida temporariamente a actividade de doação de órgãos, tecidos e células para transplantação electiva.
Em situações de superurgência ou urgência, a atividade de transplantação poderá manter-se, após avaliação criteriosa do risco/benefício e transmissão da devida informação ao receptor, pela unidade de transplantação.

A Senhora Coordenadora Nacional de Transplantação , Dra. Margarida Ivo, reforçou esta medida através do email enviado ontem que vos reencaminho abaixo e que diz respeito também à actividade de doação e colheita de orgãos.

De momento, não temos em lista nenhuma criança que cumpra critérios para transplante hepático urgente. No entanto, tal como consta na referida circular, "poderemos ter necessidade de adaptar as medidas aplicadas, de acordo com a situação epidemiológica local, de modo a garantir a sustentabilidade da transplantação"e dependendo da evolução clínica  dos doentes em lista.

Aproveito também para partilhar que, após contacto com vários colegas de outros centros de transplantação hepática pediátrica da europa e de acordo com informações da RARE LIVER e da TransplantChild, ao contrário do que seria de esperar face ao comportamento de outros vírus, não parece existir um risco acrescido de infecção grave por COVID-19 nos doentes transplantados hepáticos (TRH) ou outros com doença hepática crónica sob imunossupressão (ISS). À semelhança do que foi referido pelo Professor Jorge Amil relativamente aos doentes com DII, também nos doentes sob ISS por TRH ou hepatite autoimune a imunossupressão deverá ser mantida inalterada sendo o risco de episódios de rejeição ou recaida de doença superiores aqueles relacionados com a possível infecção. Parece também transversal aos vários países da Europa e na China que o risco de infecção grave (SARS-CoV-2) é menor em idade pediátrica.

Com os meus cumprimentos

Sandra Ferreira, Pediatra
Coordenação - Unidade de Hepatologia e Transplantação Hepática Pediátrica
Departamento de Pediatria - Hospital Pediátrico de Coimbra
Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra
Avenida Afonso Romão 300-602 Coimbra-Portugal
sandraferreira@chuc.min-saude.pt; UTH 925958540